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Recursos de adequação postural e mobilidade: seu efeito na aprendizagem (cadeiras e mobiliários)

06/12/2011

Módulo de assento encosto de cadeira, que devem proporcionar ao aluno estabilidade, conforto e melhores condições para participar das atividades ali desenvolvidas, também a mesa escolar deve ser adequada, ter a altura correta proporcionar o apoio de braço, ter a possibilidade de inclinação do tampo ou acertar a colocação de planos inclinados fixos.

COMO AVALIAR E IDENTIFICAR A NECESSIDADE DE UM PROJETO DE ADEQUAÇÃO POSTURAL

Para auxiliar o professor do AEE a identificar problemas de adequação postural e mobilidade e encaminhar soluções neste sentido, refletiremos sobre as seguintes questões:

  • O aluno manifesta dificuldade na respiração e sua expressão não é tranquila;
  • É difícil alimentar o aluno em sua cadeira, sua cabeça permanece voltada para trás e ele tem dificuldades de engolir;
  • O aluno mostra desconforto com sua cadeira, tenciona seu corpo e isto dificulta sua participação, atenção e exploração das atividades propostas para a turma;
  • O aluno chega bem sentado, mas com o tempo sai da posição e não consegue retomar sozinho uma boa postura;
  • A cadeira é muito grande e não lhe dá segurança e estabilidade;
  • O aluno tem dificuldade de manter a cabeça e o tronco em posição reta, sua coluna cai para frente e para os lados;
  • A cadeira é muito pequena e aparenta desconforto;
  • O aluno permanece sentado de forma aparentemente desconfortável, não muda de posição sozinho e não reclama desconforto;
  • A cadeira é muito alta e o aluno não consegue acessar a mesa com seus colegas;
  • Há muita dificuldade de sustentar a cabeça, e o apoio não é adequado;
  • Há muita dificuldade de sustentar o tronco, e os cintos existentes não conseguem mantê-lo com conforto;
  • As rodas da cadeira são pequenas impedindo que o aluno consiga mobilidade independente;
  • A mesa não possui ajustes de altura e, por isso, é inacessível;
  • A inclinação posterior da poltrona faz o aluno perder contato visual com seu material e precisaria nova alternativa de mesa;
  • O apoio dos braços na mesa não é adequado por conta da desproporção nas alturas da cadeira e mesa;
  • O aluno cansa ao utilizar seus recursos de mobilidade e com isso não acompanha os colegas;
  • Os deslocamentos na escola são restritos por conta da falta de acessibilidade do prédio.

Os problemas identificados devem ser encaminhados para a solução. Nesse sentido, o professor especializado buscará construir redes de apoio. Precisará realizar encaminhamentos à gestão escolar para aquisição ou adequação das cadeiras de rodas e demais recursos de adequação postural, mobiliário e mobilidade. O mobiliário escolar também deverá ser adequado às necessidades do aluno com deficiência e estar disposto na sala de modo a facilitar a livre circulação dos alunos. Quando não existir acessibilidade, devem ser propostas e projetadas reformas estruturais no prédio escolar, nas áreas de recreação, nos banheiros e demais espaços da escola.

Além do apoio da gestão nos encaminhamentos para a aquisição de recursos e adequação de espaços, será necessário o envolvimento de profissionais que respondam pelos aspectos técnicos e que tenham conhecimentos de engenharia e arquitetura e que estejam fundamentados nos preceitos de desenho universal, ramo da arquitetura que concebe o projeto de espaços e produtos levando em consideração a maior diferenciação possível de usuários e suas características.

Para a prescrição personalizada de cadeiras de rodas e demais recursos de mobilidade, bem como do mobiliário escolar, os profissionais da saúde como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais devem auxiliar na determinação dos itens que deverão compor estes recursos, bem como das medidas e formas ideais, de acordo com a condição física de cada aluno. Nesse ponto, também os arquitetos, engenheiros e designers serão importantes colaboradores para que o desenho e a confecção desses recursos sigam normas de segurança, usabilidade, estética e ergonomia.

COMO AUXILIAR O ALUNO COM DEFICIÊNCIA FÍSICA A APROVEITAR SEU POTENCIAL MOTOR PARA A APRENDIZAGEM:

À medida em que construirmos as condições básicas para a adequação da postura, conforto e segurança, perceberemos efeitos práticos no aluno, tais como:

  • a adequação do tônus muscular;
  • diminuição da atividade tônica e reflexa;
  • aumento de movimentos controlados e maiores possibilidades de exploração de objetos e participação em atividades variadas;
  • melhora do campo visual, do seguimento visual e da coordenação viso-motora;
  • melhora da atenção e da concentração do aluno nas atividades.

 

Fonte: MEC/2010

Práticas pedagógica para a Escrita

06/12/2011

A escrita é composta por letras ou grafemas, requer usualmente condições motoras, preservadas de ombro, braço, antebraço, punho, mão, de preensão dos dedos e coordenação motora fina para sua execução, seja em letra cursiva ou de forma. Para os indivíduos que apresentam algum tipo de comprometimento motor que afeta a execução ou o traçado da escrita, existem adaptações que possibilitam esse traçado. Estas adaptações podem ser:

  • aparelhos usados nas mãos para melhor prender o lápis, para quem apresenta alguma condição motora para a escrita. Nem sempre é preciso se prender à necessidade de aparelho próprio para isso porque a criatividade do professor é sempre um elemento facilitador. Verifica-se com o aluno onde melhor posicionar o lápis para sua escrita e prendê-lo com fita crepe, de forma que fique firme para proporcionar a escrita:

  • engrossamento de lápis que poderá ser feito com espuma de espessura adequada para a preensão do aluno ou, com massa do tipo epox revestindo todo o lápis. Se, após revestir o lápis com este tipo de massa, se fizer uma movimentação de ir e vir com o lápis dentro da massa, depois de seca ela poderá ser usada em outros lápis:
  • pulseiras com peso para controlar a movimentação involuntária, quando indicadas pelo terapeuta responsável. Deve-se tomar os devidos cuidados para que o peso demasiado ou menor que o necessário, ou, ainda, seu uso intensivo, não provoque outros danos:
  • capacete com uma ponteira que sai da base da testa ou do queixo, onde o professor encaixa o lápis para que, com a movimentação coordenada da cabeça, a criança possa processar a escrita:
  • uso de letras do alfabeto ou números em quadrados de madeira para construção da escrita de sílabas, palavras ou frases. A criança que usa esse tipo de material, provavelmente poderá precisar da ajuda de uma pessoa para transcrever sua produção para o caderno. Nessa situação, é preciso muito cuidado para que a pessoa que assume o papel para transcrição da escrita com as letras móveis não interfira na idéia, na ortografia, na organização, na concordância ou em nenhum outro aspecto do conteúdo elaborado e transmitido pelo aluno. Total fidelidade à produção do aluno significa respeito às suas possibilidades e individualidade:

  • o computador também poderá ser um recurso com o qual o aluno, fazendo dele o seu caderno eletrônico, digitará a sua “escrita”. Caso tenha movimentação involuntária, poderá ser usada sobre o teclado, uma placa de acrílico chamada “colméia”, que tem um furo sobre cada caracter do teclado, possibilitando que o aluno direcione os dedos para os furos batendo uma tecla por vez. Algum elemento de adaptação para a escrita também poderá ser improvisado com materiais de uso diário, como por exemplo, no caso de a criança não conseguir usar seus dedos para teclar, e tendo condições de preensão com a mão, mesmo de forma irregular, poderá ser usado por ela um lápis, a embalagem vazia de qualquer caneta esferográfica, a seringa de injeção sem agulha, um pedaço de madeira com espessura e tamanho suficiente para esse uso, enfim, para a criatividade e inventividade do professor não pode haver obstáculos:

É importante enfatizar que as indicações quanto ao uso de determinadas adaptações específicas, descritas abaixo, necessitam de orientação de profissionais da área, tais como terapeuta ocupacional e fisioterapeuta:

  • Órteses:

  • Pulseiras diversas:

  • Capacete com ponteira:
  • Placa e letra imantadas:

Fonte: Cartilha MEC/2006

Informática na educação: perspectivas de inclusão

06/12/2011

A amplitude de recursos oferecida pela informática representa uma contribuição inestimável para o alcance de inúmeros objetivos da escola regular que atende pessoas com necessidades especiais. Dentre os inúmeros, citamos a possibilidade da comunicação alternativa, intermediada por interfaces, e o uso da tecnologia para a construção do conhecimento. É também um recurso poderoso como instrumento de análise das dificuldades intelectuais, permitindo explorá-las e até minimizá-las, possibilitando, desta forma, um feedback do desenvolvimento intelectual e a elaboração de idéias (NARDI, 1998). A partir de experiências da utilização das tecnologias da informação e comunicação em instituições ou classes de educação especial, percebemos o quanto a tecnologia pode ser útil, abrangendo desde as possibilidades de expressão de uma idéia por meio de um editor de texto, de um editor de desenhos, de software específicos para comunicação alternativa até produções que têm como proposta a construção do conhecimento, utilizando software e autoria, manipulação de banco de dados, construção e transformações de gráficos, planilhas e recursos da internet.

Fonte: Cartilha do MEC/2006

Adaptações De Mobiliário

06/12/2011

Importância de estar atento à postura sentada da criança na sala de aula, de maneira que:

  • o corpo fique reto (e não dobrado, curvado ou torcido);
  • os braços devem estar apoiados, alinhados e afastados dos lados do corpo;
  • as mãos devem estar na frente dos olhos para melhor função durante a atividade escolar e alinhamento do corpo;
  • a distribuição do peso deve ser igualmente sobre os dois lados do corpo, sobre os braços, quadris, joelhos e pés.
  • uso de suportes em muitos casos;
  • não existe posicionamento padrão funcional do sentar;

A atenção à postura sentada é de grande importância, pois provê os seguintes benefícios:

  • normalizar ou diminuir as influências neurológicas anormais;
  • manter o alinhamento do corpo e controlar ou prevenir defomidades e/ou contraturas;
  • aumentar a estabilidade do corpo, aumentando a função dos membros superiores;
  • diminuir a fadiga;
  • aumentar o tempo de tolerância na postura sentada, pois a criança se sente confortável;
  • facilitar os padrões normais de movimento.

Alguns tipos de mobiliário :

  • cadeira de posicionamento;

  • mesa com recorte;

  • cadeira de chão;

Utilizar material antiderrapante para a forração das espumas do mobiliário;
Posição do aluno na sala de aula e a organização do mobiliário:

  • no caso das crianças com movimentação involuntária, é importante que ela se sente no meio da sala, em frente à lousa, para maior simetria;
  • no caso de crianças com paralisia cerebral hemiparesia, deixar o melhor amigo do lado comprometido, como também os seus materiais, visando que a criança faça transferência do peso para aquele lado, bem como estimular o uso de ambas as mãos;
  • crianças com maior dificuldade de atenção devem ser sentadas mais à frente, próximas à lousa;
  • verificar a interferência de estímulos na sala de aula que possam desviar a atenção do aluno;
  • verificar a iluminação da sala de aula e a presença de reflexo da luz no quadro negro; verificar a cor do quadro de giz, bem como a cor do giz utilizado para melhor visualização do que é escrito;
  • o posicionamento do professor frente ao aluno deverá favorecer o contato “olho a olho”.
    Fonte: MEC/ SEESP, 2007

Algumas adaptações básicas de material de uso diário

06/12/2011

O material pedagógico precisa ser adaptado às condições de manipulação e de uso da criança, sendo que, para isso, a criatividade e inventividade do professor são fundamentais. O material de sucata é importante para esse fim: embalagens e tampas de material de limpeza, caixas de diversos tamanhos (pasta dental, remédios, presentes, sapatos, sabão em pó), latas com respectivas tampas, rolos vazios de papel alumínio, tubos de filmes fotográficos, etc. Muita coisa poderá ser feita com ajuda da comunidade, como, por exemplo, o marceneiro poderá fazer em tamanho maior as peças de jogos de dominó, números e letras do alfabeto (mais ou menos de 12×10 cm), peças do material dourado, dos blocos lógicos etc., sempre com o tamanho de acordo com a visualização e capacidade de manipulação e preensão da criança. É importante destacar que, na educação infantil, constitui aspecto relevante a aquisição de conceitos relacionados às atividades de vida diária, à saúde e independência pessoal e social.

Nessa perspectiva, as crianças que apresentam comprometimentos motores relacionados à preensão e coordenação poderão adquirir maior grau de independência com a utilização de algumas adaptações nos utensílios usados para alimentação e higiene. Algumas adaptações básicas de material de uso diário são importantes:

  • Bandejas ou tábuas com recortes para copos e pratos que podem ser presos sobre a mesa com ventosas ou outro sistema de fixação;
  • Pratos com ventosas, com bordas altas, que permitem a fixação na mesa ou bandeja, impedindo que a comida se espalhe;
  • Copos adaptados com bases mais pesadas, indicadas para inibição dos movimentos involuntários;
  • Copos com duas alças para favorecer a simetria dos membros superiores e coordenação bimanual;
  • Talheres, pentes e escovas de dente adaptados quanto ao tamanho, com engrossamento de cabos revestidos de espuma, e epóxi ou outros materiais, permitindo melhorar a preensão, lápis com diâmetro engrossado por várias camadas de fita crepe, argila, espuma, massa do tipo epóxi ou outro material;
  • Evitar o uso de cadernos para a realização de atividades da criança, porque não podem ser bem fixados, e também pela diferença de altura com relação à mesa ou carteira;
  • Para o traçado ou execução de atividades da criança, usar papel maior que o sulfite padronizado, que é do tamanho A4. Pode-se usar o papel manilha, popularmente conhecido como papel de embrulho;
  • O papel deverá estar preso nas quatro pontas com fita crepe larga com grande capacidade de aderência para suportar os movimentos de traçado da criança;
  • As atividades preparadas pelo professor deverão ter traçado grosso feito com pincel atômico em tamanho grande para melhor visualização, percepção e entendimento da criança;
  • O traçado de desenhos, letras e números deverá ser feito na cor preta, em papel de fundo branco ou da cor gelo;
  • Os desenhos apresentados nas diversas atividades deverão ter contorno grosso, ser simples, com poucos elementos e sem detalhes, para que sua visualização identificação ou reconhecimento fiquem mais acessíveis para a criança;
  • Para melhor percepção pela criança, as figuras geométricas, letras e números usados no processo inicial de manipulação (em tamanho grande e de preferência de madeira) deverão ser revestidos com lixa na face principal;
  • É importante para a criança explorar e vivenciar concretamente todo tipo de percepção com o próprio corpo;
  • As atividades com papel deverão ser poucas e organizadas, de forma que facilitem a visualização, compreensão e execução da criança;
  • Alguns alunos poderão encontrar maior facilidade visual e de organização se o material (folha, caderno, livro, etc) for colocado sobre a prancha elevatória que aproxima e permite melhor visualização e manipulação para execução do aluno;
  • Quando a criança se encontrar na fase de construção da escrita, as linhas das folhas deverão ser feitas com pincel atômico e com espaço entre linhas de acordo com o tamanho da letra que ela produz;
  • Valorização e estimulação da comunicação oral quando a criança apresentar dificuldades motoras acentuadas que a impeçam de escrever.
    Fonte: MEC/ SEESP, 2007

Adaptação de material na Educação Infantil

06/12/2011

O comprometimento motor da criança é muito mais evidente na sala de aula, por isso é importante que ela receba a atenção necessária para a participação e execução das atividades. Para tanto, na fase que se inicia o grafismo tem que se ter alguns cuidados:

  • necessidade de o professor estar atento ao tipo de movimentação de membros superiores;
  • respeito às suas possibilidades e potencialidades;
  • estimulação adequada;
  • evitar exercícios repetitivos em cadernos de caligrafia ou outros materiais melhor adaptados.

É muito importante o uso de material pedagógico adaptado e da criatividade, inventividade do professor. Também é necessário focar na  aquisição de conceitos relacionados às atividades de vida diária, à saúde e independência pessoal e social na Educação infantil.
Fonte: MEC/ SEESP, 2007

Recursos Acessíveis

06/12/2011

Alguns recursos adaptados  para alunos com deficiência física, disponível em sala de recursos multifuncionais:

  • Teclado com colmeia: A colméia é um recurso da tecnologia assistiva feita em acrílico transparente com furos coincidentes às teclas do teclado comum. A colmeia facilita a digitação do aluno com dificuldade motora.

  • Mouse e acionador de pressão: O acionador de pressão, conectado ao mouse, é utilizado por alunos com deficiência física. Por exemplo, em casos em que os alunos apresentam amputação de braços, o acionador poderá ser ativado com o queixo ou, se o aluno apresenta dificuldades motoras nas mãos, o acionador poderá ser ativado com o movimento do cotovelo

  • Aranha-mola: O recurso da tecnologia assistiva denominado Aranha-mola é produzido com um arame revestido, onde os dedos e a caneta são encaixados. O objetivo deste recurso é estabilizar ou auxiliar nos movimentos de pessoas com deficiência física nas atividades em que utilizam lápis, caneta ou pincel.

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